sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Os microorganismos na ciclagem de nutrientes


Referencia:
http://www.youtube.com/watch?v=sB_eip5JWkI

Vamos falar um pouco sobre os tipos de microrganismos!


Referência:
http://www.youtube.com/watch?v=xxX-yvojcU8

Higiene e saúde


Referência:
http://www.youtube.com/watch?v=k2z0ppvRqEY

Bactérias


Introdução 

As bactérias apresentam uma estrutura celular bastante simples. Diferente do que ocorre com as células animais e vegetais, elas nem sempre apresentam as mesmas características, com isso, apresentam variações em sua forma, tamanho, virulência, etc.

Informações sobre as bactérias (características principais)

Esta forma de vida unicelular e procarionte pode ser encontrada isolada ou em colônias. Muitas bactérias possuem estruturas extracelulares como flagelos ou cílios, organelas de locomoção presentes nas bactérais móveis.



Muitas delas podem possuir esporos (formações que conferem resistência às bactérias), devido ao meio ambiente inadequado à sua condição de vida, esta é uma forma delas se materem vivas até encontrarem sua condição ideal de sobrevivência. Há ainda aquelas que não possuem esporos, estas são chamadas de vegetativas.

De forma geral, as bactérias aprentam entre suas organelas: cápsula, membrana plasmática, ribossomos, parede celular, DNA, flageloe pílus. Elas podem ser classificadas em dois grupos: gram-positvas ou  gram-negativas.

As gram-positivas possuem uma parede celular mais espessa e constituição química formada por poliptídeos, açúcares aminados (glucozamina, ácido murâmico) e fosfato de ribitol.

As gram-negativas possuem a mesma constituição química das citadas no parágrafo acima e, além disso, apresentam ainda 10 a 20% de lipóide. Este grupo forma o maior número de bactérias patogênicas.

Bactérias patogênicas

As bactérias patogênicas são causadoras de inúmeras doenças, tais como: tétano, febre tifóide, pneumonia, sífilis, tuberculose, etc. A infecção pode ocorrer através do contato, do ar, alimentos, água, etc.

Os antibióticos

Os antibióticos são excelentes ferramentas no combate as bactérias patogênicas, pois, o organismo infectado por elas pode ser tratado com o uso adequado deste medicamento. Nem todas as bactérias são sensíveis ao mesmo antibiótico, por isso, cabe somente ao médico prescrever qual o melhor para cada caso.

Você sabia?

A área da ciência que estuda as bactérias é chamada de Bacteriologia. Os cientistas e pesquisadores desta área estudam o ciclo de vida das bactérias, assim como sua composição química, genética e desenvolvimento.


Imagens de Bactérias

Fotos de várias espécies de Bactérias, imagens de microscópios, doenças causadas

Introdução

As bactérias são microrganismos unicelulares (formados por apenas uma célula). Muitas delas provocam doenças nos seres humanos e animais. São seres microscópicos e, portanto, necessitam de microscópios potentes para serem visualizadas. Geralmente, são transmitidas através de secreções do corpo humano, água contaminada, alimento contaminado, contato sexual sem preservativo, pelo ar, etc.

Imagens de Bactérias

Escherichia coli (causadora de diarréias, cistites)


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Bacillus anthracis (causador do carbúnculo)
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Chlamydia trachomatis (causadora da clamidíase)
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Clostridium botulinum (causadora do botulismo)
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Brucella  (causadora da brucelose)
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Haemophilus ducreyi (causadora do Cancro Mole)
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Vibrio cholerae (causador da cólera)
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Corynebacterium (causador da difteria) 
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 Neisseria gonorrhoeae (causador da gonorréia)


Doenças Causadas por Vírus

Conheça as principais doenças causadas por vírus, gripe, poliomielite, contágio por vias respiratórias, sintomas, reprodução do vírus

Instalação e proliferação dos vírus 

Cada tipo de vírus tem afinidade por uma determinada parte de nosso corpo, por exemplo, o vírus da poliomielite tem afinidade pelo sistema nervoso central, o da gripe, pelas vias respiratórias, e assim por diante.
Essa “afinidade” será o fator determinante do local de instalação e proliferação do vírus. Os primeiros sintomas da infecção viral, somente aparecerão algum tempo após sua reprodução. 

Este tempo de espera entre a infecção e o aparecimento dos primeiros sinais da doença é conhecido como período de incubação; contudo, ele não ocorre da mesma forma para todos os tipos de vírus. 

O caso do vírus da gripe 

No caso do vírus da gripe, o período de incubação leva em torno de 24 horas, já no caso do vírus da hepatite, o período de incubação poderá ocorrer durante vários meses.

Diferentemente do que ocorre com as bactérias, o vírus não pode ser atacado diretamente. A destruição do vírus é bastante problemática, uma vez que eles se instalam e se reproduzem dentro de nossas próprias células. Assim, ao tentarmos destruí-los, lesamos nossas células.

Outras doenças causadas por vírus 

Há várias enfermidades causadas por vírus, as mais conhecidas são:


- Varíola
- Varicela (catapora)
- Herpes zoster
- Herpes simples
- Sarampo
- Rubéola
- Gripe
- Viroses
- Raiva
- Poliomielite
- Hepatite infecciosa
- AIDS
- Condiloma acuminado (crista de galo)
- Varíola

- Varicela (catapora)

- Herpes zoster

- Herpes simples

- Sarampo

- Rubéola

- Gripe

- Viroses

- Raiva

- Poliomielite

- Hepatite infecciosa

- AIDS

- Condiloma acuminado (crista de galo)

Participação dos protistas ciliados no tratamento de esgoto

Por Marcio Maciel
Euplotes sp e Paramecium sp Créditos: Inácio Domingos da Silva NetoEuplotes sp e Paramecium sp Créditos: Inácio Domingos da Silva NetoOs protistas são organismos eucariontes, unicelulares, autótrofos ou heterótrofos. Podem ser classificados basicamente de acordo com o tipo de organelas locomotoras em: Rizópodes ou Sarcodíneos, Ciliados, Flagelados ou Mastigóforos e Esporozoários (que não apresentam estruturas para locomoção). Esses organismos obtiveram grande sucesso na colonização de vários habitats, sendo a maioria de vida livre e encontrada em ambientes como: solo úmido, água doce, marinhos, corpos de água salobra, tanques de bromélias, musgos, e também em ambientes artificiais, como em tanques de estação de tratamento de esgoto.
Hoje em dia o mundo inteiro se preocupa com o grande consumo dos recursos hídricos e a falta de tratamento das águas. O lançamento de esgoto in natura representa uma das principais fontes de poluição nos corpos d’água. A disposição adequada dos esgotos é essencial para a saúde pública e para a proteção do meio ambiente. Dentre os sistemas de tratamento de esgoto existentes, podemos destacar o tratamento biológico por lodos ativados. Esse sistema é amplamente empregado devido à eficiência alcançada associada à pequena área de implantação requerida, quando comparado com outros sistemas de tratamento. O processo de lodos ativados consiste em submeter esgotos brutos ou pré-decantados à aeração artificial em unidades de tratamento denominadas tanque de aeração. Esta aeração artificial pode ser promovida tanto por insuflação de ar comprimido no interior do tanque quanto pela agitação da sua superfície líquida, para que possa ser dissolvido o oxigênio atmosférico e impedir que as partículas em suspensão se depositem no fundo do tanque de aeração. Em seguida, o efluente é encaminhado para o decantador secundário, onde ocorre a sedimentação devido a ação dos micro-organismos, principalmente, os protistas ciliados.
Microbiologia do Lodo Ativado
Bactérias e protistas são os principais micro-organismos presentes no lodo ativado, sendo eventualmente encontrados outros organismos como micrometazoários. Os protistas ciliados são importantes indicadores da eficiência do processo de clarificação do esgoto, desde então, tem sido descritas associações entre desempenho da planta de lodo ativado e comunidade desses micro-organismos. Em estações de tratamentos por lodos ativados, os ciliados são sempre os mais dominantes, embora se observe também flagelados e amebas. A ocorrência e abundância de algumas espécies de protistas podem variar de acordo com a operação da estação. Quando o sistema opera com altas cargas orgânicas de afluentes ocorre redução na densidade dos protistas ciliados e predomínio de flagelados e amebas, e o efluente final mostra-se de péssima qualidade.
Os ciliados são de grande importância para verificar a eficiência no processo de tratamento de esgoto. Contudo, a falta de pessoas especializadas na identificação desse grupo de protista e, a falta de um guia com as principais espécies indicadoras de qualidade do esgoto é um problema ainda negligenciado.

Euplotes sp Créditos: Inácio Domingos da Silva NetoEuplotes sp Créditos: Inácio Domingos da Silva Neto
  Euplotes sp e Paramecium sp Créditos: Inácio Domingos da Silva NetoEuplotes sp e Paramecium sp Créditos: Inácio Domingos da Silva Neto  Tecameba Créditos: Inácio Domingos da Silva NetoTecameba Créditos: Inácio Domingos da Silva Neto


Biocorrosão na indústria petroleira

Desulfovibrio vulgaris http://en.wikipedia.org/wiki/Desulfovibrio_vulgarisDesulfovibrio vulgaris http://en.wikipedia.org/wiki/Desulfovibrio_vulgaris
Por Verônica Da Silva Cardoso
Bolsista  do programa Nacional de Pós Doutorado – PNPD 
Atualmente o Brasil tem uma exportação de 580 mil barris por dia e estima-se que para 2020, a Petrobras estará produzindo no Brasil 4,9 milhões de barris por dia. Fica evidente o papel de destaque que o Brasil desempenha de forma progressiva na geopolítica e na economia do petróleo mundial. Paralelamente, outros questionamentos decorrentes da indústria petroleira, vêm à tona, como os vazamentos de petróleo causados pela biocorrosão. Além do componente ambiental, as companhias de petróleo podem ter grandes prejuízos financeiros causados pela biocorrosão.
A biocorrosão causada por micro-organismos é uma das principais responsáveis  por estes vazamentos, e tem sido o foco de pesquisas pelo setor visando solucionar e controlar este problema na produção, na estocagem e no transporte de gás e petróleo. A biocorrosão está se tornando mais frequente, sendo considerada um fator de risco nestas operações industriais. A corrosão microbiana em tubulações depende da manutenção, tipo de material que passa pelas tubulações (água ou outros materiais), temperatura, pH, luminosidade, concentração de carbono e nitrogênio orgânico total. As estruturas metálicas em contato com o solo também sofrem biocorrosão. A participação de micro-organismos aeróbios e anaeróbios, que podem crescer de forma individual e em biofilmes com seus produtos metabólicos, são os principais agentes e fatores envolvidos no processo de biocorrosão. 
Os micro-organismos que crescem sobre as superfícies secretam substâncias químicas que corroem os materiais. Basicamente existem três tipos de biocorrosão: i. Biocorrosão do tipo I causada por micro- organismos eletrogenicos (que utilizam H2 como um transportador de életrons); ii. Biocorrosão do tipo II causada por micro-organismos fermentativos, que secretam metabólitos corrosivos e iii. Biocorrosão  do tipo III que pode ser causada  por uma substância orgânica extracelular microbiana. Os micro-organismos que estão diretamente relacionados à biocorrosão do tipo I II e III são as ferrobactérias, as sulfatorredutoras (Sulfate-reducing bacteria, SRB) e as sulfobactérias, além de outros micro-organismos como, por exemplo,  fungos e algas.
O efeito sinertico observado nos micro-organismos que compoem o biofilme e os mecanimsmos da biocorrosão ainda não estão totalmente esclarecidos, sendo discutidos por diversos pesquisadores. Apesar de centenas de micro-organismos relacionados à biocorrosão terem sido descritos na literatura, são ainda necessárias pesquisas sistemáticas e rigorosas para se entender os complexos mecanismos da biocorrosão em sua totalidade. Muitas discussões permanecem em aberto. Devido a base multidisciplinar deste processo, hoje estao sendo incentivadas áreas de pesquisa como  a Microbiologia, Bio-eletroquímica e a Engenharia quimica para atividades de P&D dentro do importante tema da  biocorrosão.