Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=30D1FUyTccU
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Sensor de bactérias
Cientistas criam dispositivo que adere aos tecidos do corpo humano e detecta, em tempo real, a presença desses microrganismos. O aparelho, mais fino que um fio de cabelo, pode facilitar o diagnóstico de doenças e monitorar a contaminação em hospitais.
Por: Mariana Rocha
A colocação do sensor no dente permitirá a identificação imediata de bactérias na saliva e na respiração. (foto: Manu Manoor)
Quem nunca tomou um antibiótico sem saber qual bactéria o deixou doente? Embora seja capaz de facilitar o surgimento de microrganismos resistentes, o uso indiscriminado desses remédios costuma ser justificado pela demora dos exames laboratoriais. Mas um estudo publicado na Nature Communications pode ajudar a combater o problema.
A pesquisa, feita por um grupo da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, deu origem a um dispositivo capaz de detectar em tempo real a presença de bactérias em tecidos como músculo e dente, além de equipamentos hospitalares. Mais fino que um fio de cabelo, o sensor é formado por diferentes materiais, que o tornam flexível.
A primeira camada do nanossensor é feita de grafeno, material composto por uma folha de carbono de apenas um átomo de espessura. O grafeno é colocado sobre uma camada de eletrodos de ouro e recebe proteínas antibacterianas capazes de se ligar a bactérias específicas. O conjunto é aplicado sobre um filme de seda.

O nanossensor é composto por grafeno, que é colocado sobre eletrodos de ouro e recebe proteínas antibacterianas. O dispositivo é aplicado sobre um filme de seda que adere à superfície do corpo. (ilustração: Nature Communications)
Para testar o dispositivo, os pesquisadores escolheram proteínas que se ligam a três diferentes tipos de bactéria: Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Helicobacter pylori. Quando uma delas entra em contato com o grafeno, a carga elétrica da membrana da bactéria é identificada pelos eletrodos que, imediatamente, transmitem a informação para um computador por meio de conexão sem fio.
De acordo com o estudo, testes feitos com a bactéria Escherichia coli comprovam que a presença de apenas uma célula bacteriana já altera a corrente elétrica, mostrando que mesmo infecções decorrentes de um pequeno número de bactérias podem ser diagnosticadas.
Durante meia hora, foram colocadas diferentes concentrações da bactéria Staphylococcus aureus sobre o dispositivo, e foi possível ver que, quanto maior a quantidade de bactérias, maior era a corrente elétrica detectada pelos eletrodos.
Quando aderido a materiais hospitalares, o dispositivo pode detectar a presença de bactérias no local, evitando a infecção de pacientes. (foto: Manu Manoor)
Os pesquisadores ressaltam que algumas cepas dessa bactéria causam infecções resistentes a antibióticos e costumam ser encontradas somente em hospitais. Segundo eles, o uso do nanossensor em equipamentos hospitalares permitirá que os profissionais da saúde identifiquem e controlem a presença desses microrganismos.
O passo seguinte foi testar a eficiência do nanossensor em um tecido vivo. O dispositivo foi colocado sobre a superfície de um dente bovino – para simular sua aderência a um dente humano – e posicionado em frente à boca de um voluntário. Cada vez que ele respirava, era possível ver as alterações da corrente elétrica na tela do computador. Os pesquisadores também aplicaram sobre o dispositivo uma pequena quantidade de saliva humana contendo Helicobacter pylori, bactéria que causa úlcera no intestino e câncer de estômago. Após 15 minutos, o sensor mostrou ser capaz de identificar a presença da bactéria na saliva. O estudo aponta que, caso o procedimento fosse feito em humanos, o diagnóstico seria rápido e indolor.
Apesar de usar eletrodos feitos de ouro, o pesquisador acrescenta que a produção do sensor é de baixo custo. “Após a criação desse protótipo, pretendemos diminuir ainda mais seu tamanho, além de fazer com que o dispositivo identifique exatamente que espécie está causando a infecção.”
Para maiores detalhes, favor acessar o endereço http://fisicamedica.if.ufg.br
Por: Mariana Rocha
Quem nunca tomou um antibiótico sem saber qual bactéria o deixou doente? Embora seja capaz de facilitar o surgimento de microrganismos resistentes, o uso indiscriminado desses remédios costuma ser justificado pela demora dos exames laboratoriais. Mas um estudo publicado na Nature Communications pode ajudar a combater o problema.
A pesquisa, feita por um grupo da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, deu origem a um dispositivo capaz de detectar em tempo real a presença de bactérias em tecidos como músculo e dente, além de equipamentos hospitalares. Mais fino que um fio de cabelo, o sensor é formado por diferentes materiais, que o tornam flexível.
A primeira camada do nanossensor é feita de grafeno, material composto por uma folha de carbono de apenas um átomo de espessura. O grafeno é colocado sobre uma camada de eletrodos de ouro e recebe proteínas antibacterianas capazes de se ligar a bactérias específicas. O conjunto é aplicado sobre um filme de seda.
O nanossensor é composto por grafeno, que é colocado sobre eletrodos de ouro e recebe proteínas antibacterianas. O dispositivo é aplicado sobre um filme de seda que adere à superfície do corpo. (ilustração: Nature Communications)
Para testar o dispositivo, os pesquisadores escolheram proteínas que se ligam a três diferentes tipos de bactéria: Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Helicobacter pylori. Quando uma delas entra em contato com o grafeno, a carga elétrica da membrana da bactéria é identificada pelos eletrodos que, imediatamente, transmitem a informação para um computador por meio de conexão sem fio.
De acordo com o estudo, testes feitos com a bactéria Escherichia coli comprovam que a presença de apenas uma célula bacteriana já altera a corrente elétrica, mostrando que mesmo infecções decorrentes de um pequeno número de bactérias podem ser diagnosticadas.
Tecnologia eficaz
O sucesso da nova técnica foi comprovado quando os cientistas aderiram o sensor a uma bolsa de administração intravenosa – as mesmas que são usadas em transplante sanguíneo ou administração de soro.Durante meia hora, foram colocadas diferentes concentrações da bactéria Staphylococcus aureus sobre o dispositivo, e foi possível ver que, quanto maior a quantidade de bactérias, maior era a corrente elétrica detectada pelos eletrodos.
Os pesquisadores ressaltam que algumas cepas dessa bactéria causam infecções resistentes a antibióticos e costumam ser encontradas somente em hospitais. Segundo eles, o uso do nanossensor em equipamentos hospitalares permitirá que os profissionais da saúde identifiquem e controlem a presença desses microrganismos.
O passo seguinte foi testar a eficiência do nanossensor em um tecido vivo. O dispositivo foi colocado sobre a superfície de um dente bovino – para simular sua aderência a um dente humano – e posicionado em frente à boca de um voluntário. Cada vez que ele respirava, era possível ver as alterações da corrente elétrica na tela do computador. Os pesquisadores também aplicaram sobre o dispositivo uma pequena quantidade de saliva humana contendo Helicobacter pylori, bactéria que causa úlcera no intestino e câncer de estômago. Após 15 minutos, o sensor mostrou ser capaz de identificar a presença da bactéria na saliva. O estudo aponta que, caso o procedimento fosse feito em humanos, o diagnóstico seria rápido e indolor.
Pequeno e inofensivo
Além de identificar rapidamente a presença de bactérias, o nanossensor é muito mais maleável e menor que outros dispositivos similares. Segundo Manu Mannoor, coautor do estudo, a tecnologia é totalmente inofensiva. “O sensor não causa danos ao tecido e as propriedades do grafeno o tornam flexível e de fácil aderência.”
“É possível identificar outros microrganismos trocando o tipo de proteína antimicrobiana que se liga ao grafeno”
As três bactérias estudadas fazem parte da flora bacteriana normal e causam doença apenas quando há um desequilíbrio no organismo. Mannoor explica que a intenção do estudo foi descobrir se a tecnologia era funcional. “É possível identificar outros microrganismos trocando o tipo de proteína antimicrobiana que se liga ao grafeno.”Apesar de usar eletrodos feitos de ouro, o pesquisador acrescenta que a produção do sensor é de baixo custo. “Após a criação desse protótipo, pretendemos diminuir ainda mais seu tamanho, além de fazer com que o dispositivo identifique exatamente que espécie está causando a infecção.”
Para maiores detalhes, favor acessar o endereço http://fisicamedica.if.ufg.br
O seu telemóvel tem mais micróbios…..
que uma sanitário!!!
Já todos suspeitávamos disto mas um estudo feito na universidade Ondokuz Mayis da Turquia avança com dados mais concretos.

Falando do estudo em si, foram analisados 200 telemóveis de doutores e enfermeiras, de um hospital. Os resultados foram esclarecedores, 95% destes dispositivos estavam infectados por bactérias, alguns dos quais continham uma estirpe de super micróbio designada MRSA, que pode matar pacientes em condição frágil, micróbio este que não pode ser combatido com o uso de antibióticos. Mais grave é que os doutores e enfermeiras analisados, estavam a infectar pacientes com os seus telefones móveis.
Isto não é de admirar se pensarmos bem nesta problemática, as nossas mãos são um transporte fácil de micróbios. Nós no dia a dia podemos, sem saber, apertar a mão a alguém que esteja doente, fazer uma festa no cão do vizinho e sem falar que o nossa boca, no processo de comunicação com outra pessoa, expele micróbios e vírus que possam estar armazenados no nosso corpo. A questão é que ambos estes sentidos estão em contacto directo com o telemóvel e quando acumulados no nosso telemóvel, juntamente com o nosso fiel e amigo bolso, devido às suas temperaturas amenas é o “ninho” ideal para criar micróbios.

A acumulação de micróbios é um processo normal, mas haverá forma de combater isto?
Existem duas soluções. O simples processo de usar por exemplo algodão molhado com álcool e esfregar nas zonas do telemóvel de maior contacto, é a solução mais fácil e comum. A outra opção passa por dispositivos tais como, o de uma empresa norte americana chamada Purelight, que inventou um mini esterilizador, para prevenir estes e outros males.
Um bom método para limitar ao máximo, o toque e contacto com a boca, com telemóvel é usar um auricular bluetooth. A reportagem que deixamos de seguida, é bem esclarecedora e pedagógica nesta matéria.
Http://pp/warl.sapo.pt/pessoal/curiosidades/o-seu-telemovel-tem-mais-microbios/
Já todos suspeitávamos disto mas um estudo feito na universidade Ondokuz Mayis da Turquia avança com dados mais concretos.

Falando do estudo em si, foram analisados 200 telemóveis de doutores e enfermeiras, de um hospital. Os resultados foram esclarecedores, 95% destes dispositivos estavam infectados por bactérias, alguns dos quais continham uma estirpe de super micróbio designada MRSA, que pode matar pacientes em condição frágil, micróbio este que não pode ser combatido com o uso de antibióticos. Mais grave é que os doutores e enfermeiras analisados, estavam a infectar pacientes com os seus telefones móveis.
Isto não é de admirar se pensarmos bem nesta problemática, as nossas mãos são um transporte fácil de micróbios. Nós no dia a dia podemos, sem saber, apertar a mão a alguém que esteja doente, fazer uma festa no cão do vizinho e sem falar que o nossa boca, no processo de comunicação com outra pessoa, expele micróbios e vírus que possam estar armazenados no nosso corpo. A questão é que ambos estes sentidos estão em contacto directo com o telemóvel e quando acumulados no nosso telemóvel, juntamente com o nosso fiel e amigo bolso, devido às suas temperaturas amenas é o “ninho” ideal para criar micróbios.

A acumulação de micróbios é um processo normal, mas haverá forma de combater isto?
Existem duas soluções. O simples processo de usar por exemplo algodão molhado com álcool e esfregar nas zonas do telemóvel de maior contacto, é a solução mais fácil e comum. A outra opção passa por dispositivos tais como, o de uma empresa norte americana chamada Purelight, que inventou um mini esterilizador, para prevenir estes e outros males.
Um bom método para limitar ao máximo, o toque e contacto com a boca, com telemóvel é usar um auricular bluetooth. A reportagem que deixamos de seguida, é bem esclarecedora e pedagógica nesta matéria.
Http://pp/warl.sapo.pt/pessoal/curiosidades/o-seu-telemovel-tem-mais-microbios/
Crescimento das bactérias
Neste vídeo mostra o crescimento exponencial das bactérias. Pode-se perceber como a população cresce rapidamente e, em pouco tempo (no vídeo está mais acelerado), atinge uma quantidade muito grande.
Curiosidade: Os fungos como maiores deteriorantes de alimentos
Os agentes causadores de deterioração podem ser bactérias, fungos e leveduras; sendo as bactérias e os fungos os mais importantes
Aproximadamente 20% das frutas e dos vegetais coletados são perdidos por deterioração microbiana produzida por aproximadamente 250 doenças de mercado.
Uma das mais abrangentes características dos fungos na área médica e veterinária é o seu OPORTUNISMO. Frequentemente infecções fúngicas importantes só ocorrem quando a imunidade do hospedeiro está de alguma forma muito comprometida (neste caso ficam de fora as micoses benignas de pele, muito comuns). Um exemplo muito emblemático são as ZIGOMICOSES, micoses causadas por fungos pertencentes à subdivisão Zigomycotina. São fungos de hifas enormes, não septadas e de crescimento ultra-rápido. Convivemos intensamente com eles no nosso dia a dia, pois eles são importantes deteriorantes de alimentos. Um exemplo? Fotografei uma caixa de morangos que embolorou na geladeira:

__________Pegando um “close” do morango atacado, é interessante reparar nas “cabeças” pretas que emergem de uma trama de algodão fino e branco:

__________Fazendo uso de uma técnica clássica e muito simples (durex), coletei uma amostra e fotodocumentei as imagens em um microscópio acoplado a uma máquina. Apesar de perder alguns morangos, fiquei muito empolgado! Obtive imagens lindas e tão completas que servem até para aula. Provavelmente trata-se de um membro do gênero Mucor. Esta imagem mostra um esporângio (órgão de esporulação, que a olho nu são as “cabeças pretas”), cheio de esporos:

__________Esse fungo (ou outros relacionados da mesma subdivisão) entra em contato conosco o tempo inteiro. Ao pegar um morango embolorado e jogá-lo fora, estamos manipulando seus esporos, que aliás são também inalados e ingeridos (quem garante que outro morango não esteja com esporos na sua superfície?). No entanto, não adoecemos. Apenas em circunstâncias excepcionais (severo comprometimento imunológico, como leucemias, AIDS, diabetes avançado) ele pode causar problemas.
Maiores informações acessa a página http://forum.microbiologia.vet.br
Um ótimo lugar para aprender melhor sobre microbiologia!

O Museu de Microbiologia, concebido pelo Prof. Isaías Raw e construído com auxílio da FAPESP e da Fundação VITAE, foi inaugurado em 2002 e faz parte do complexo científico e cultural do Instituto Butantan. Sua concepção original, sua inovadora proposta educacional e a temática abordada o tornam um museu científico único e diferenciado. Por seu projeto de ações educativas recebeu Menção Honrosa no Prêmio Darcy Ribeiro de Educação. Filiado à Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC) desde 2003.
A missão do Museu de Microbiologia visa estimular a curiosidade científica nos jovens e propiciar oportunidades de aproximação entre a cultura científica e o público em geral, por meio da produção de conhecimento, da pesquisa científica e da educação. É, ainda, a de se constituir como um importante espaço de divulgação das atividades desenvolvidas pelo Instituto Butantan.

O Museu de Microbiologia abriga uma exposição de longa duração onde os visitantes realizam uma viagem interativa no mundo invisível dos microrganismos. Equipamentos, painéis, modelos tridimensionais de bactérias, vírus e protozoários explicam as bases da Microbiologia e revelam o que são os chamados "germes" ou micróbios. De maneira interativa, é possível manipular microscópios e observar, por exemplo, microrganismos vivos em uma gota de água não tratada. Neste mesmo espaço encontramos uma série de computadores apresentando filmes, animações, atividades interativas, entre outros.
Para mais informações entre no site: http://www.butantan.gov.br/home/museu_microbiologia.php#
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