sábado, 30 de novembro de 2013

Conhecendo alguns germes e o que podem causar

 


astor-aspergillus
NOME
Aspergillus
 

COMO É FEITO O CONTÁGIO?
Aspergillus é um fungo com muitas variantes – mais de 200 espécies. O contágio pode ser feito por meio do contato com superfícies e mãos contaminadas, além de lixeiras e resíduos orgânicos, podendo provocar diversas infecções respiratórias.

O QUE CAUSA
Agrava os sintomas da asma, podendo causar infecções internas e, por consequência, tosse crônica, cansaço e dor de cabeça. Em pessoas imunocomprometidas, é possível que a infecção se espalhe pela corrente sanguínea e atinja o cérebro ou o coração.

 
 
 
Sally
  
NOME
Salmonela

COMO É FEITO O CONTÁGIO?
A salmonela, na maioria dos casos, causa intoxicação alimentar. É encontrada nas fezes de animais e de seres humanos. Uma forma comum de contágio é pela ingestão de aves portadoras da bactéria (também encontrada em outros animais). Além disso, pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas e superfícies contaminadas.

O QUE CAUSA
– Diarreia e dores estomacais.
– Febre e hemorragias internas.
 
 
Freido-Rhinovirus
 
NOME
Rhinovirus

COMO É FEITO O CONTÁGIO?
Mais da metade dos resfriados são causados pelo Rhinovirus. Pode ser encontrado em microgotas provenientes da tosse ou espirro, catarro, lenços (de tecido ou papel) e diversas superfícies.

O QUE CAUSA
– Dificuldade de respirar pelo nariz.
– Sinusite e dor de garganta.
– Tosse e dor de cabeça
 
 
Claudine-Cladosporium
 
 
NOME
Cladosporium

COMO É FEITO O CONTÁGIO?
Cladosporium é um fungo capaz de ativar um forte processo alérgico em pessoas suscetíveis a ele. Cresce em ambientes úmidos da casa, como o banheiro, lugares com pó, pelos de animais, fezes de animais ou de seres humanos e carnes mal cozidas.

O QUE CAUSA
– Diarreia hemorrágica.
– Infecções renais, muitas vezes fatais.

 
 
Golly-Escherichia-coli-0157
 
NOME
Escherichia coli O157


COMO É FEITO O CONTÁGIO?
Escherichia coli O157 é o tipo mais perigoso da bactéria. Geralmente localizada no intestino humano, ela pode provocar severas dores intestinais. É encontrada em fezes de animais ou de seres humanos e em carnes mal cozidas.


O QUE CAUSA
– Diarreia hemorrágica.
– Infecções renais, muitas vezes fatais.


Porki-Gripe-Suina

NOME
Gripe suína

COMO É FEITO O CONTÁGIO?
A gripe suína era somente transmitida entre os porcos, mas, devido a uma mutação do vírus, passou a atingir também os seres humanos. As formas de contágio mais comuns são: contato direto com uma pessoa infectada ou por meio de gotas expelidas pela tosse ou espirro que ficam no ar. Essas gotas, depositadas sobre qualquer superfície, representam um potencial perigo de contágio, já que o vírus pode viver até 24 horas.

O QUE CAUSA
– Febre, tremor e tosse repentina.
– Dor de cabeça, cansaço e dor nos músculos.
– Diarreia ou dor estomacal e perda de apetite
 
 
 
 
Trompun-Rotavirus
 
 
NOME
Rotavírus

COMO É FEITO O CONTÁGIO?
O rotavírus provoca forte dor de estômago e afeta principalmente as crianças. Pode ser encontrado em mãos e superfícies de objetos, bem como em fezes e vômitos de animais infectados.

O QUE CAUSA
– Febre (pele seca e corpo frio).
– Vômitos e forte dor de estômago.
– Diarreia e desidratação.

 Ilustrações obtidas em http://www.vimbrasil.com.br/product
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Cinco experiências que não precisam de microscópio

1. Cultivando bactérias
Objetivo
Mostrar a existência de micróbios e como eles contaminam o meio de cultura.

Material (para o meio de cultura)
• 1 pacote de gelatina incolor

• 1 xícara de caldo de carne

• 1 copo de água

Dissolver a gelatina incolor na água, conforme instruções do pacote. Misturar ao caldo de carne

Material (para a experiência)
• Duas placas de petri (ou duas tampas de margarina ou dois potinhos rasos), com o meio de cultura cobrindo o fundo

• Cotonetes

• Filme plástico

• Etiquetas adesivas

• Caneta

Procedimento
Os alunos passam o cotonete no chão ou entre os dentes, ou ainda entre os dedos dos pés (de preferência depois de eles ficarem por um bom tempo fechados dentro dos tênis!). Há ainda outras opções, como usar um dedo sujo ou uma nota de 1 real. O cotonete é esfregado levemente sobre o meio de cultura para contaminá-lo. Tampe as placas de petri ou envolva as tampas de margarina com filme plástico. Marque nas etiquetas adesivas que tipo de contaminação foi feita. Depois de três dias, observe as alterações.

Explicação
Ao encontrar um ambiente capaz de fornecer nutrientes e condições para o desenvolvimento, os microorganismos se instalam e aparecem.

Esse ambiente pode ser alimentos mal-embalados ou guardados em local inadequado. O mesmo acontece com o nosso organismo: sem as medidas básicas de higiene, ele torna-se um excelente anfitrião para bactérias e fungos.
2. Testando produtos de limpeza
Foto: Daniel Aratangy
Objetivo
Provar a eficácia de desinfetantes e outros produtos que prometem acabar com os microorganismos.

Material

• Bactérias criadas na experiência no 1, Cultivando Bactérias (com sujeira do chão ou com a placa bacteriana dentária)

• 1 placa de petri limpa (ou tampa de margarina), com meio de cultura

• 1 pedaço de filtro de papel

• 1 pinça

• 1 tubo de ensaio

• 1 copo de desinfetante, água sanitária ou anti-séptico bucal

• 1 estufa (é possível improvisar uma com caixa de papelão e lâmpada de 40 ou 60 watts, como a da foto acima) Água

Procedimento
Raspe um pouco das bactérias que estão nas placas já contaminadas, dilua-as em algumas gotas de água (use um tubo de ensaio) e espalhe a mistura de água com bactérias na placa de petri com meio de cultura. Com a pinça, molhe o filtro de papel no desinfetante (se usar as bactérias criadas com a sujeira do chão, do dedo ou da nota de papel) ou no anti-séptico bucal (se usar as originadas da placa bacteriana dentária). Coloque o filtro no meio da placa contaminada por bactérias e guarde-a na estufa. Aguarde alguns dias. Quanto melhor o produto, maior será a auréola transparente que aparecerá em volta do papel; se for ruim, nada acontecerá.

Auréola transparente: quanto mais eficiente o produto, maior ela será pega-pega contra os germes. Foto: Daniel Aratangy
Auréola transparente: quanto mais
eficiente o produto, maior ela será
pega-pega contra os germes.
Explicação
Para ser eficientes, os produtos devem impedir o crescimento dos microorganismos. Os bons desinfetantes usam compostos com cloro ou outros produtos químicos tóxicos para alguns micróbios.
3. Pega-pega contra os germes

Objetivo
Analisar o funcionamento do sistema imunológico, como o corpo se cura e como as doenças ocorrem.

Material (para 30 alunos)
• 10 cartões retangulares brancos representando os anticorpos

• 15 cartões retangulares coloridos representando os antígenos (microorganismos invasores)

• 5 cartões coloridos com formatos diferentes dos anteriores

Observação
Você pode trabalhar com doenças causadas por vírus e/ou bactérias. Veja, no quadro da página anterior, sugestões de doenças a ser trabalhadas.

Procedimento
Distribua os cartões entre os alunos. Os que estão com cartões brancos procuram os colegas que estão com cartões coloridos. Cada aluno dono de cartão branco pode encontrar somente um aluno de cartão colorido. Depois que os pares são formados, pare a brincadeira e converse com os alunos sobre a simulação do sistema imunológico que acabaram de fazer.

Explicação
Os cartões brancos representam os anticorpos, que têm a função de combater os diversos antígenos, causadores de doenças. Para cada antígeno existe um anticorpo. Quando o aluno com cartão branco encontra o colega com cartão colorido do mesmo formato, representa a vitória do corpo sobre o germe.

Mas, quando o par é formado por cartões com formatos diferentes, está representado que o organismo não conseguiu produzir o anticorpo necessário ou não produziu em quantidade suficiente para combater aquela doença.
4. Estragando o mingau
Objetivo
Perceber a necessidade de guardar bem os alimentos para que eles não se contaminem.

Material

• 5 copinhos de café numerados

• 1 saco plástico ou filme plástico

• 2 colheres de amido de milho ou outro tipo de farinha

• 1 colher de óleo

• 1 colher de sopa

• 1 panela pequena

• 1 copo de vidro

• 1 colher de vinagre

• água

Procedimento
Prepare o mingau com o amido de milho e um copo de água. Misture bem e leve ao fogo até engrossar. Coloque o mingau ainda quente até a metade dos copinhos. Deixe o copo 1 aberto, em cima da pia do laboratório. Cubra o 2 com o filme plástico, vede-o, e deixe-o também sobre a pia. O 3 é completado com óleo e o 4, com vinagre.

O 5 é colocado na geladeira, sem cobertura. Observe com a turma em qual mingau apareceram as primeiras alterações. Depois de uma semana, peça a todos para descrever a aparência de cada copo e fazer desenhos coloridos, seguindo o que viram nos copinhos.

Explicação
A temperatura alta, usada no cozimento do mingau, matou os microorganismos. Já o calor que ultrapassa os 30 graus Celsius deixa o ambiente propício para a proliferação de micróbios, que se depositam no mingau deixado ao ar livre.

Observe o que acontece com cada copo de mingau.
Foto: Daniel Aratangy
1. É o que apresenta mais alteração, pois ficou na temperatura ambiente e sem proteção, exposto aos microorganismos. 2. Está menos estragado que o primeiro, porque o filme plástico impede que os micróbios se depositem sobre ele. 3. O óleo funciona como cobertura ou embalagem, impedindo qualquer contato com o ar e, por conseqüência, com os micróbios. 4. A acidez do vinagre impede o aparecimento de microorganismos (é o princípio de preparação de algumas conservas). 5. As baixas temperaturas são as que mais retardam o aparecimento de fungos, por isso a geladeira é o melhor lugar para conservar alimentos.

Para ir além
Peça pesquisas sobre técnicas antigas de conservação de alimentos como a salga e a defumação de carnes e as modernas, como a pasteurização, a esterilização, o congelamento, a desidratação e a radiação.
5. Mãos limpas?
Objetivo
Mostrar que mãos aparentemente limpas podem conter microorganismos.

Material

• 1 colher de fermento biológico diluído em um copo de água

• Água com açúcar em uma tigela

• 1 tubo de ensaio

• 1 funil

• 1 rolha para fechar o tubo de ensaio

• 1 chumaço de algodão

• Algumas gotas de azul de bromotimol

Procedimento
Peça para a turma lavar bem as mãos. Divida a classe em grupos de cinco. Um aluno joga o fermento biológico na mão direita e cumprimenta um colega com um aperto de mão. Esse cumprimenta outro e assim por diante.

O último lava as mãos na tigela com água e açúcar.

Com o funil, coloque um pouco dessa água no tubo de ensaio. Molhe o algodão no azul de bromotimol e coloque-o na boca do tubo de ensaio, sem encostar no líquido. Feche-o com a rolha e espere alguns dias.
O azul vira amarelo: ação dos fungos. Foto: Daniel Aratangy
O azul vira amarelo: ação dos fungos. 
Explicação
Dentro do tubo de ensaio, a água com açúcar fornece o alimento necessário para os microorganismos no caso, fungos se desenvolverem. Os fungos respiram e soltam gás carbônico, o que torna o ambiente do tubo ácido. Com isso, o azul de bromotimol, sensível à alteração de pH, muda sua cor para amarelo. Ressalte que medidas de higiene pessoal, feitas com regularidade, evitam uma série de doenças.



Quer saber mais?
Colégio Santa Cruz, Av. Arruda Botelho, 255, 05466-000, São Paulo, SP, tel. (011) 3024-5199

Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Loteamento Gaivotas 3, R. São Paulo, 53, 04849-308, São Paulo, SP, tel. (11) 5933-4973

Museu de Microbiologia do Instituto Butantan, Av. Vital Brazil, 1500, 05503-001, São Paulo, SP, tel. (11) 3726-7222


 
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/como-ensinar-microbiologia-426117.shtml

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Coloração de Gram




Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=30D1FUyTccU

Investigação de micro-organismos por meio de cultivo



Sensor de bactérias

Cientistas criam dispositivo que adere aos tecidos do corpo humano e detecta, em tempo real, a presença desses microrganismos. O aparelho, mais fino que um fio de cabelo, pode facilitar o diagnóstico de doenças e monitorar a contaminação em hospitais.
Por: Mariana Rocha

Sensor de bactérias   A colocação do sensor no dente permitirá a identificação imediata de bactérias na saliva e na respiração. (foto: Manu Manoor)  

Quem nunca tomou um antibiótico sem saber qual bactéria o deixou doente? Embora seja capaz de facilitar o surgimento de microrganismos resistentes, o uso indiscriminado desses remédios costuma ser justificado pela demora dos exames laboratoriais. Mas um estudo publicado na Nature Communications pode ajudar a combater o problema.
A pesquisa, feita por um grupo da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, deu origem a um dispositivo capaz de detectar em tempo real a presença de bactérias em tecidos como músculo e dente, além de equipamentos hospitalares. Mais fino que um fio de cabelo, o sensor é formado por diferentes materiais, que o tornam flexível.
A primeira camada do nanossensor é feita de grafeno, material composto por uma folha de carbono de apenas um átomo de espessura. O grafeno é colocado sobre uma camada de eletrodos de ouro e recebe proteínas antibacterianas capazes de se ligar a bactérias específicas. O conjunto é aplicado sobre um filme de seda.


Composição do nanossensor

O nanossensor é composto por grafeno, que é colocado sobre eletrodos de ouro e recebe proteínas antibacterianas. O dispositivo é aplicado sobre um filme de seda que adere à superfície do corpo. (ilustração: Nature Communications)

Para testar o dispositivo, os pesquisadores escolheram proteínas que se ligam a três diferentes tipos de bactéria: Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Helicobacter pylori. Quando uma delas entra em contato com o grafeno, a carga elétrica da membrana da bactéria é identificada pelos eletrodos que, imediatamente, transmitem a informação para um computador por meio de conexão sem fio.
De acordo com o estudo, testes feitos com a bactéria Escherichia coli comprovam que a presença de apenas uma célula bacteriana já altera a corrente elétrica, mostrando que mesmo infecções decorrentes de um pequeno número de bactérias podem ser diagnosticadas.

Tecnologia eficaz

O sucesso da nova técnica foi comprovado quando os cientistas aderiram o sensor a uma bolsa de administração intravenosa – as mesmas que são usadas em transplante sanguíneo ou administração de soro.
Durante meia hora, foram colocadas diferentes concentrações da bactéria Staphylococcus aureus sobre o dispositivo, e foi possível ver que, quanto maior a quantidade de bactérias, maior era a corrente elétrica detectada pelos eletrodos.
     
 Sensor de bactérias em bolsa de soro    Quando aderido a materiais hospitalares, o dispositivo pode detectar a presença de bactérias no local, evitando a infecção de pacientes. (foto: Manu Manoor)

Os pesquisadores ressaltam que algumas cepas dessa bactéria causam infecções resistentes a antibióticos e costumam ser encontradas somente em hospitais. Segundo eles, o uso do nanossensor em equipamentos hospitalares permitirá que os profissionais da saúde identifiquem e controlem a presença desses microrganismos.
O passo seguinte foi testar a eficiência do nanossensor em um tecido vivo. O dispositivo foi colocado sobre a superfície de um dente bovino – para simular sua aderência a um dente humano – e posicionado em frente à boca de um voluntário. Cada vez que ele respirava, era possível ver as alterações da corrente elétrica na tela do computador.
Os pesquisadores também aplicaram sobre o dispositivo uma pequena quantidade de saliva humana contendo Helicobacter pylori, bactéria que causa úlcera no intestino e câncer de estômago. Após 15 minutos, o sensor mostrou ser capaz de identificar a presença da bactéria na saliva. O estudo aponta que, caso o procedimento fosse feito em humanos, o diagnóstico seria rápido e indolor.

Pequeno e inofensivo

Além de identificar rapidamente a presença de bactérias, o nanossensor é muito mais maleável e menor que outros dispositivos similares. Segundo Manu Mannoor, coautor do estudo, a tecnologia é totalmente inofensiva. “O sensor não causa danos ao tecido e as propriedades do grafeno o tornam flexível e de fácil aderência.”
“É possível identificar outros microrganismos trocando o tipo de proteína antimicrobiana que se liga ao grafeno”
As três bactérias estudadas fazem parte da flora bacteriana normal e causam doença apenas quando há um desequilíbrio no organismo. Mannoor explica que a intenção do estudo foi descobrir se a tecnologia era funcional. “É possível identificar outros microrganismos trocando o tipo de proteína antimicrobiana que se liga ao grafeno.”
Apesar de usar eletrodos feitos de ouro, o pesquisador acrescenta que a produção do sensor é de baixo custo. “Após a criação desse protótipo, pretendemos diminuir ainda mais seu tamanho, além de fazer com que o dispositivo identifique exatamente que espécie está causando a infecção.”



Para maiores detalhes, favor acessar o endereço http://fisicamedica.if.ufg.br


O seu telemóvel tem mais micróbios…..

que uma sanitário!!!

 Já todos suspeitávamos disto mas um estudo feito na universidade Ondokuz Mayis da Turquia avança com dados mais concretos.



Falando do estudo em si, foram analisados 200 telemóveis de doutores e enfermeiras, de um hospital. Os resultados foram esclarecedores, 95% destes dispositivos estavam infectados por bactérias, alguns dos quais continham uma estirpe de super micróbio designada MRSA, que pode matar pacientes em condição frágil, micróbio este que não pode ser combatido com o uso de antibióticos. Mais grave é que os doutores e enfermeiras analisados, estavam a infectar pacientes com os seus telefones móveis.
Isto não é de admirar se pensarmos bem nesta problemática, as nossas mãos são um transporte fácil de micróbios. Nós no dia a dia podemos, sem saber, apertar a mão a alguém que esteja doente, fazer uma festa no cão do vizinho e sem falar que o nossa boca, no processo de comunicação com outra pessoa, expele micróbios e vírus que possam estar armazenados no nosso corpo. A questão é que ambos estes sentidos estão em contacto directo com o telemóvel e quando acumulados no nosso telemóvel, juntamente com o nosso fiel e amigo bolso, devido às suas temperaturas amenas é o “ninho” ideal para criar micróbios.





A acumulação de micróbios é um processo normal, mas haverá forma de combater isto?
Existem duas soluções. O simples processo de usar por exemplo algodão molhado com álcool e esfregar nas zonas do telemóvel de maior contacto, é a solução mais fácil e comum. A outra opção passa por dispositivos tais como, o de uma empresa norte americana chamada Purelight, que inventou um mini esterilizador, para prevenir estes e outros males.


Um bom método para limitar ao máximo, o toque e contacto com a boca, com telemóvel é usar um auricular bluetooth. A reportagem que deixamos de seguida, é bem esclarecedora e pedagógica nesta matéria.


Http://pp/warl.sapo.pt/pessoal/curiosidades/o-seu-telemovel-tem-mais-microbios/





Crescimento das bactérias



Neste vídeo mostra o crescimento exponencial das bactérias. Pode-se perceber como a população cresce rapidamente e, em pouco tempo (no vídeo está mais acelerado), atinge uma quantidade muito grande.

Curiosidade: Os fungos como maiores deteriorantes de alimentos

Os agentes causadores de deterioração podem ser bactérias, fungos e leveduras; sendo as bactérias e os fungos os mais importantes


Aproximadamente 20% das frutas e dos vegetais coletados são perdidos por deterioração microbiana produzida por aproximadamente 250 doenças de mercado.

Uma das mais abrangentes características dos fungos na área médica e veterinária é o seu OPORTUNISMO. Frequentemente infecções fúngicas importantes só ocorrem quando a imunidade do hospedeiro está de alguma forma muito comprometida (neste caso ficam de fora as micoses benignas de pele, muito comuns). Um exemplo muito emblemático são as ZIGOMICOSES, micoses causadas por fungos pertencentes à subdivisão Zigomycotina. São fungos de hifas enormes, não septadas e de crescimento ultra-rápido. Convivemos intensamente com eles no nosso dia a dia, pois eles são importantes deteriorantes de alimentos. Um exemplo? Fotografei uma caixa de morangos que embolorou na geladeira:




__________Pegando um “close” do morango atacado, é interessante reparar nas “cabeças” pretas que emergem de uma trama de algodão fino e branco:






__________Fazendo uso de uma técnica clássica e muito simples (durex), coletei uma amostra e fotodocumentei as imagens em um microscópio acoplado a uma máquina. Apesar de perder alguns morangos, fiquei muito empolgado! Obtive imagens lindas e tão completas que servem até para aula. Provavelmente trata-se de um membro do gênero Mucor. Esta imagem mostra um esporângio (órgão de esporulação, que a olho nu são as “cabeças pretas”), cheio de esporos:





__________Esse fungo (ou outros relacionados da mesma subdivisão) entra em contato conosco o tempo inteiro. Ao pegar um morango embolorado e jogá-lo fora, estamos manipulando seus esporos, que aliás são também inalados e ingeridos (quem garante que outro morango não esteja com esporos na sua superfície?). No entanto, não adoecemos. Apenas em circunstâncias excepcionais (severo comprometimento imunológico, como leucemias, AIDS, diabetes avançado) ele pode causar problemas.


Maiores informações acessa a página http://forum.microbiologia.vet.br






Um ótimo lugar para aprender melhor sobre microbiologia!



O Museu de Microbiologia, concebido pelo Prof. Isaías Raw e construído com auxílio da FAPESP e da Fundação VITAE, foi inaugurado em 2002 e faz parte do complexo científico e cultural do Instituto Butantan. Sua concepção original, sua inovadora proposta educacional e a temática abordada o tornam um museu científico único e diferenciado. Por seu projeto de ações educativas recebeu Menção Honrosa no Prêmio Darcy Ribeiro de Educação. Filiado à Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC) desde 2003.

A missão do Museu de Microbiologia visa estimular a curiosidade científica nos jovens e propiciar oportunidades de aproximação entre a cultura científica e o público em geral, por meio da produção de conhecimento, da pesquisa científica e da educação. É, ainda, a de se constituir como um importante espaço de divulgação das atividades desenvolvidas pelo Instituto Butantan.



O Museu de Microbiologia abriga uma exposição de longa duração onde os visitantes realizam uma viagem interativa no mundo invisível dos microrganismos. Equipamentos, painéis, modelos tridimensionais de bactérias, vírus e protozoários explicam as bases da Microbiologia e revelam o que são os chamados "germes" ou micróbios. De maneira interativa, é possível manipular microscópios e observar, por exemplo, microrganismos vivos em uma gota de água não tratada. Neste mesmo espaço encontramos uma série de computadores apresentando filmes, animações, atividades interativas, entre outros.

Para mais informações entre no site: http://www.butantan.gov.br/home/museu_microbiologia.php#

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Cientista busca bactérias em cavernas para produzir novos antibióticos Hazel Barton diz que micro-organismos isolados podem ajudar a combater 'superbactérias' resistentes a medicamentos atuais

Bactérias encontradas em cavernas podem ajudar a produzir os antibióticos necessários contra infecções resistentes a remédios já disponíveis no mercado, segundo a bióloga Hazel Barton, da Universidade americana de Akron.
Primeiros resultados mostram que o ambiente pode ajudar na batalha contra as 'superbactérias' - Max Wisshak/Cortesia Hazel Barton
Max Wisshak/Cortesia Hazel Barton
Primeiros resultados mostram que o ambiente pode ajudar na batalha contra as 'superbactérias'


Barton faz buscas por bactérias em cavernas profundas, como a de Lechuguilla, no Estado do Novo México.

Ela diz que os primeiros resultados mostram que o ambiente pode ajudar na batalha contra as "superbactérias".

"Há ambientes únicos e pouco explorados, povoados por micro-organismos, que só agora nós estamos começando a entender, que tem a chave para novas drogas", disse Barton ao programa de TV Horizon, da BBC.

De acordo com ela, os cientistas costumam buscar novos antibióticos na natureza porque a estrutura complexa desses medicamentos faz com que seja quase impossível sintetizá-los no laboratório.

"Da miríade de antibióticos que surgiram no mercado nos últimos 60 anos, 99% são derivados de outros micro-organismos, especialmente bactérias e fungos encontrados no solo", explica.

"Mas esta fonte está começando a se tornar escassa e os cientistas estão prestando atenção em ambientes mais exóticos e extremos, como cavernas."

Disputa por alimento. De acordo com a pesquisadora, a explicação para o potencial antibiótico dos micro-organismos de cavernas está provavelmente no isolamento.

"A caverna de Lechuguilla tem mais de 365 metros de profundidade e exige que a descida até as amostras seja feita em cordas presas ao teto. A coleta (de amostras) acontece em áreas tão remotas que temos que acampar lá dentro por dias, às vezes", diz.

"Essa distância também quer dizer que essas bactérias não foram perturbadas por nenhum tipo de atividade em milhões de anos."

Por causa da dificuldade de conseguir alimento no ambiente da caverna, os micro-organismos são forçados a competir entre si.

Barton explica que, por causa do seu tamanho reduzido, as opções das bactérias das cavernas são limitadas - elas não têm dentes ou patas para lutar. Por isso, elas usam sua capacidade biossintética para produzir antibióticos umas contra as outras.

"Quimicamente, antibióticos são muito mais complexos do que drogas antivirais ou anticâncer e se parecem mais com uma teia de aranha, com padrões intricados de conexões", explica.

"Eles mimetizam os padrões celulares para bloquear ou mesmo destruir estruturas importantes dentro de uma bactéria."

Os micro-organismos encontrados em Lechuguilla foram examinados por Barton em colaboração com cientistas de outras universidades dos Estados Unidos e do Canadá.

"Só uma (das amostras) produziu 38 componentes antimicrobianos, incluindo o que parece ser um novo antibiótico. Para colocar isso em perspectiva, há menos de 100 antibióticos que já foram descobertos e descritos e uma única cultura isolada de uma caverna produziu quase um terço deles", afirma a pesquisadora.

Resistência. Outras avaliações mostraram a Barton que, em 93 das 4 mil culturas isoladas na caverna, as "superbactérias", resistentes a diversos antibióticos, também estavam presentes.

"Apesar do fato de que estes organismos estiveram isolados por milhões de anos e nunca foram expostos a antibióticos humanos, eles eram resistentes a praticamente todos os antibióticos usados atualmente."

"Assim como algumas de nossas bactérias das cavernas produzem muitos antibióticos, algumas eram resistentes a muitos também - só uma delas era resistente a 14 (tipos)."

Mas Barton diz que, nas amostras coletadas, foi possível identificar um mecanismo de resistência antibiótica que não havia sido visto antes.

"A resistência aos antibióticos está programada nas bactérias - sem mudar nosso comportamento em relação à prescrição e ao mal uso de antibióticos, nunca vamos derrotá-las."

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Fertilizante verde


Produto feito à base de bactérias naturais da cana-de-açúcar promove maior crescimento da lavoura e reduz uso de fertilizantes químicos, o que gera benefícios para os agricultores e o meio ambiente.
Por: Camille Dornelles
Publicado em 04/11/2013 | Atualizado em 04/11/2013
Fertilizante verde
Biofertilizante produzido a partir de bactérias presentes na cana-de-açúcar promete melhorar a produção brasileira dessas plantações, hoje a maior do mundo. (foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo/ Flickr – CC BY 2.0)
O Brasil se consagra como o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, com 426 milhões de toneladas por ano, e é responsável por mais da metade do açúcar refinado comercializado no mundo, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Para atingir o patamar de produção esperado, a cana-de-açúcar necessita de doses crescentes de fertilizante nitrogenado.
Pensando em melhorar os resultados dessas plantações, a agrônoma Verônica Reis, do Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Agrobiologia), desenvolveu um biofertilizante a partir das bactérias que fazem a captação de nitrogênio do ar e o transferem para a planta. O uso do produto pode minimizar o emprego de fertilizantes nitrogenados.
A novidade do produto está na mistura de cinco bactérias de espécies diferentes, todas obtidas a partir da própria planta. “No Brasil, já se usam bactérias fixadoras de nitrogênio com essa finalidade, mas de maneira isolada”, afirma Reis. “Foi a partir de estudos com as combinações dos microrganismos que verificamos a eficiência de unir cinco estirpes diferentes”, revela.
Estudos mostraram um aumento médio geral de 14% na produção das lavouras que levaram uma dose do biofertilizante
Os pesquisadores testam diferentes bactérias fixadoras de nitrogênio desde a década de 1990. A combinação deGluconacetobacter diazotrophicus,Herbaspirillum seropedicaeHerbaspirillum rubrisubalbicansAzospirillum amazonense eBurkholderia tropica foi a que se mostrou mais eficaz.
Reis explica que o processo de produção do biofertilizante é bastante simples: “as bactérias são isoladas da própria cana e multiplicadas em meios de cultivo em laboratório”. Para a aplicação, as cinco espécies são misturadas em água. A inoculação do produto deve ser feita no plantio da cana e após cada corte.
Segundo a agrônoma, estudos mostraram um aumento médio geral de 14% na produção das lavouras que levaram uma dose do fertilizante em comparação com plantações que não receberam o produto. “As plantas germinam mais rápido, acumulam biomassa mais cedo e suas raízes são estimuladas a crescer mais depressa”, garante.
Cana-de-açúcar com e sem biofertilizante
O uso do novo biofertilizante promove maior crescimento da raiz, das folhas e do caule da cana-de-açúcar em comparação com a aplicação de nitrogênio ao solo. (fotos: Willian Pereira e Renan Pedula Oliveira)
Os resultados prometem aos agricultores uma economia anual de 30 quilos de nitrogênio (normalmente usado nas lavouras para acelerar o processo de crescimento) e 50 mil toneladas de fertilizantes químicos (que podem ser danosos ao meio ambiente).
Mas ainda não há previsão para a comercialização do novo fertilizante. Para chegar ao mercado, o produto ainda precisa passar por testes industriais e ser aprovado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “Os testes demoram, mas são necessários para se obter um produto que realmente faça a diferença”, conclui.

Camille Dornelles
Ciência Hoje On-line

Bactérias magnéticas

© KAREN TAVARES SILVA

Bactérias magnéticas (há dois exemplares na imagem) criam ímãs com formato de prisma e enfileirados, algo incomum na magnetita
As bactérias magnéticas são seres unicelulares ou pluricelulares que usam o campo magnético da Terra para se orientar. Isso porque elas produzem e mantêm dentro de si cristais nanométricos chamados magnetossomos 
que funcionam como ímãs comuns, do mineral magnetita. Elas se movimentam 
usando flagelos – estruturas que funcionam como nadadeiras – e, geralmente, nadam na direção do fundo do local onde vivem. Essas bactérias não crescem em ambientes com muito oxigênio e consomem carbono e nitrogênio.
Apesar de pouco conhecidas, são encontradas em ambientes aquáticos do mundo todo, como, por exemplo, Cananeia (litoral de São Paulo), lagoa Rodrigo de Freitas (Rio de Janeiro), mar Mediterrâneo e também na China. Elas preferem águas calmas, encontradas em baías, lagos ou lagoas.
Até hoje não há indícios de que causem danos à saúde. Esses microrganismos têm despertado interesse de pesquisadores, principalmente da área da computação e da biomedicina. Há tentativas de aplicá-los na criação de superfície magnética para computadores ou em meios de contraste usados em exames médicos. Essas propriedades, porém, ainda não são exploradas comercialmente. Outra curiosidade, com interesse para a indústria, é que esse ímã é permanente, ou seja, não se desmagnetiza.
No genoma das bactérias existe a informação para a produção de proteínas que interferem na sintetização dos magnetossomos.
Ulysses Lins, da Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ)

Biotecnologia

Bactérias magnéticas podem ajudar a fabricar 'biocomputadores', dizem cientistas

Atualizado em  8 de maio, 2012 - 13:15 (Brasília) 16:15 GMT
Foto: Universidade de Leeds
Imãs produzidos por micro-organismos podem ser usados em discos rígidos
Bactérias magnéticas poderiam ser usadas na fabricação de computadores biológicos no futuro, segundo pesquisadores britânicos e japoneses.
Cientistas da University of Leeds, na Grã-Bretanha, e da Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio, no Japão, estão fazendo experimentos com micróbios que se alimentam de ferro.
Uma vez ingerido pelos micróbios, o ferro é transformado em pequenos ímãs, semelhantes aos que são encontrados em discos rígidos de computadores.
De acordo com os pesquisadores, a pesquisa, que foi divulgada na publicação científica Small, pode permitir a fabricação de discos rígidos muito mais rápidos.

Desafio em escala nano

As bactérias Magnetospirilllum magneticum, utilizadas na pesquisa, são micro-organismos naturalmente magnéticos, que costumam viver em ambientes aquáticos em regiões abaixo da superfície, onde o oxigênio é escasso.
Eles nadam para cima e para baixo, seguindo as linhas dos campos magnéticos da Terra e se alinhando aos campos magnéticos como as agulhas de uma bússola, em busca de suas concentrações preferidas de oxigênio.
Quando a bactéria ingere ferro, proteínas dentro de seu corpo interagem com o metal para produzir pequenos cristais do mineral magnetita, o mais magnético existente na Terra.
Após estudar a forma como estes micróbios coletam, formam e posicionam esses nanoímãs dentro de si próprios, os pesquisadores aplicaram o mesmo método fora da bactéria, "cultivando" ímãs que, eles esperam, poderiam ser usados no futuro para construir circuitos de discos rígidos.
"Estamos rapidamente chegando aos limites da manufatura eletrônica tradicional à medida que componentes ficam menores", disse a coordenadora da pesquisa, Sarah Staniland, da Universidade de Leeds.
"As máquinas que usamos tradicionalmente para construí-los são desajeitadas quando se trata de escalas tão pequenas. A natureza nos oferece a ferramenta perfeita para (resolver) esse problema", diz.

Fios Biológicos

Além de usar micro-organismos para produzir ímãs, os pesquisadores também conseguiram criar pequenos fios elétricos feitos de organismos vivos.
Eles criaram nanotubos feitos com membranas de células artificiais, cultivadas em um ambiente controlado, com a ajuda de uma proteína presente nas moléculas de gordura humanas.
A membrana é a "parede" biológica que separa o interior da célula do ambiente exterior.
Esses tubos poderiam, no futuro, ser usados como fios microscópicos produzidos por meio de engenharia genética, capazes de transferir informações - da mesma forma como as células fazem nos nossos corpos - dentro de um computador, explicou à BBC o cientista Masayoshi Tanaka, da Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio.
"Esses fios biológicos podem ter resistência elétrica e transferir informação de um grupo de células dentro de um biocomputador para todas as outras células."
"Além de computadores, os fios poderiam até ser usados no futuro em cirurgias humanas porque, em teoria, são altamente biocompatíveis", afirmou o pesquisador.