sábado, 30 de novembro de 2013

Conhecendo alguns germes e o que podem causar

 


astor-aspergillus
NOME
Aspergillus
 

COMO É FEITO O CONTÁGIO?
Aspergillus é um fungo com muitas variantes – mais de 200 espécies. O contágio pode ser feito por meio do contato com superfícies e mãos contaminadas, além de lixeiras e resíduos orgânicos, podendo provocar diversas infecções respiratórias.

O QUE CAUSA
Agrava os sintomas da asma, podendo causar infecções internas e, por consequência, tosse crônica, cansaço e dor de cabeça. Em pessoas imunocomprometidas, é possível que a infecção se espalhe pela corrente sanguínea e atinja o cérebro ou o coração.

 
 
 
Sally
  
NOME
Salmonela

COMO É FEITO O CONTÁGIO?
A salmonela, na maioria dos casos, causa intoxicação alimentar. É encontrada nas fezes de animais e de seres humanos. Uma forma comum de contágio é pela ingestão de aves portadoras da bactéria (também encontrada em outros animais). Além disso, pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas e superfícies contaminadas.

O QUE CAUSA
– Diarreia e dores estomacais.
– Febre e hemorragias internas.
 
 
Freido-Rhinovirus
 
NOME
Rhinovirus

COMO É FEITO O CONTÁGIO?
Mais da metade dos resfriados são causados pelo Rhinovirus. Pode ser encontrado em microgotas provenientes da tosse ou espirro, catarro, lenços (de tecido ou papel) e diversas superfícies.

O QUE CAUSA
– Dificuldade de respirar pelo nariz.
– Sinusite e dor de garganta.
– Tosse e dor de cabeça
 
 
Claudine-Cladosporium
 
 
NOME
Cladosporium

COMO É FEITO O CONTÁGIO?
Cladosporium é um fungo capaz de ativar um forte processo alérgico em pessoas suscetíveis a ele. Cresce em ambientes úmidos da casa, como o banheiro, lugares com pó, pelos de animais, fezes de animais ou de seres humanos e carnes mal cozidas.

O QUE CAUSA
– Diarreia hemorrágica.
– Infecções renais, muitas vezes fatais.

 
 
Golly-Escherichia-coli-0157
 
NOME
Escherichia coli O157


COMO É FEITO O CONTÁGIO?
Escherichia coli O157 é o tipo mais perigoso da bactéria. Geralmente localizada no intestino humano, ela pode provocar severas dores intestinais. É encontrada em fezes de animais ou de seres humanos e em carnes mal cozidas.


O QUE CAUSA
– Diarreia hemorrágica.
– Infecções renais, muitas vezes fatais.


Porki-Gripe-Suina

NOME
Gripe suína

COMO É FEITO O CONTÁGIO?
A gripe suína era somente transmitida entre os porcos, mas, devido a uma mutação do vírus, passou a atingir também os seres humanos. As formas de contágio mais comuns são: contato direto com uma pessoa infectada ou por meio de gotas expelidas pela tosse ou espirro que ficam no ar. Essas gotas, depositadas sobre qualquer superfície, representam um potencial perigo de contágio, já que o vírus pode viver até 24 horas.

O QUE CAUSA
– Febre, tremor e tosse repentina.
– Dor de cabeça, cansaço e dor nos músculos.
– Diarreia ou dor estomacal e perda de apetite
 
 
 
 
Trompun-Rotavirus
 
 
NOME
Rotavírus

COMO É FEITO O CONTÁGIO?
O rotavírus provoca forte dor de estômago e afeta principalmente as crianças. Pode ser encontrado em mãos e superfícies de objetos, bem como em fezes e vômitos de animais infectados.

O QUE CAUSA
– Febre (pele seca e corpo frio).
– Vômitos e forte dor de estômago.
– Diarreia e desidratação.

 Ilustrações obtidas em http://www.vimbrasil.com.br/product
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Cinco experiências que não precisam de microscópio

1. Cultivando bactérias
Objetivo
Mostrar a existência de micróbios e como eles contaminam o meio de cultura.

Material (para o meio de cultura)
• 1 pacote de gelatina incolor

• 1 xícara de caldo de carne

• 1 copo de água

Dissolver a gelatina incolor na água, conforme instruções do pacote. Misturar ao caldo de carne

Material (para a experiência)
• Duas placas de petri (ou duas tampas de margarina ou dois potinhos rasos), com o meio de cultura cobrindo o fundo

• Cotonetes

• Filme plástico

• Etiquetas adesivas

• Caneta

Procedimento
Os alunos passam o cotonete no chão ou entre os dentes, ou ainda entre os dedos dos pés (de preferência depois de eles ficarem por um bom tempo fechados dentro dos tênis!). Há ainda outras opções, como usar um dedo sujo ou uma nota de 1 real. O cotonete é esfregado levemente sobre o meio de cultura para contaminá-lo. Tampe as placas de petri ou envolva as tampas de margarina com filme plástico. Marque nas etiquetas adesivas que tipo de contaminação foi feita. Depois de três dias, observe as alterações.

Explicação
Ao encontrar um ambiente capaz de fornecer nutrientes e condições para o desenvolvimento, os microorganismos se instalam e aparecem.

Esse ambiente pode ser alimentos mal-embalados ou guardados em local inadequado. O mesmo acontece com o nosso organismo: sem as medidas básicas de higiene, ele torna-se um excelente anfitrião para bactérias e fungos.
2. Testando produtos de limpeza
Foto: Daniel Aratangy
Objetivo
Provar a eficácia de desinfetantes e outros produtos que prometem acabar com os microorganismos.

Material

• Bactérias criadas na experiência no 1, Cultivando Bactérias (com sujeira do chão ou com a placa bacteriana dentária)

• 1 placa de petri limpa (ou tampa de margarina), com meio de cultura

• 1 pedaço de filtro de papel

• 1 pinça

• 1 tubo de ensaio

• 1 copo de desinfetante, água sanitária ou anti-séptico bucal

• 1 estufa (é possível improvisar uma com caixa de papelão e lâmpada de 40 ou 60 watts, como a da foto acima) Água

Procedimento
Raspe um pouco das bactérias que estão nas placas já contaminadas, dilua-as em algumas gotas de água (use um tubo de ensaio) e espalhe a mistura de água com bactérias na placa de petri com meio de cultura. Com a pinça, molhe o filtro de papel no desinfetante (se usar as bactérias criadas com a sujeira do chão, do dedo ou da nota de papel) ou no anti-séptico bucal (se usar as originadas da placa bacteriana dentária). Coloque o filtro no meio da placa contaminada por bactérias e guarde-a na estufa. Aguarde alguns dias. Quanto melhor o produto, maior será a auréola transparente que aparecerá em volta do papel; se for ruim, nada acontecerá.

Auréola transparente: quanto mais eficiente o produto, maior ela será pega-pega contra os germes. Foto: Daniel Aratangy
Auréola transparente: quanto mais
eficiente o produto, maior ela será
pega-pega contra os germes.
Explicação
Para ser eficientes, os produtos devem impedir o crescimento dos microorganismos. Os bons desinfetantes usam compostos com cloro ou outros produtos químicos tóxicos para alguns micróbios.
3. Pega-pega contra os germes

Objetivo
Analisar o funcionamento do sistema imunológico, como o corpo se cura e como as doenças ocorrem.

Material (para 30 alunos)
• 10 cartões retangulares brancos representando os anticorpos

• 15 cartões retangulares coloridos representando os antígenos (microorganismos invasores)

• 5 cartões coloridos com formatos diferentes dos anteriores

Observação
Você pode trabalhar com doenças causadas por vírus e/ou bactérias. Veja, no quadro da página anterior, sugestões de doenças a ser trabalhadas.

Procedimento
Distribua os cartões entre os alunos. Os que estão com cartões brancos procuram os colegas que estão com cartões coloridos. Cada aluno dono de cartão branco pode encontrar somente um aluno de cartão colorido. Depois que os pares são formados, pare a brincadeira e converse com os alunos sobre a simulação do sistema imunológico que acabaram de fazer.

Explicação
Os cartões brancos representam os anticorpos, que têm a função de combater os diversos antígenos, causadores de doenças. Para cada antígeno existe um anticorpo. Quando o aluno com cartão branco encontra o colega com cartão colorido do mesmo formato, representa a vitória do corpo sobre o germe.

Mas, quando o par é formado por cartões com formatos diferentes, está representado que o organismo não conseguiu produzir o anticorpo necessário ou não produziu em quantidade suficiente para combater aquela doença.
4. Estragando o mingau
Objetivo
Perceber a necessidade de guardar bem os alimentos para que eles não se contaminem.

Material

• 5 copinhos de café numerados

• 1 saco plástico ou filme plástico

• 2 colheres de amido de milho ou outro tipo de farinha

• 1 colher de óleo

• 1 colher de sopa

• 1 panela pequena

• 1 copo de vidro

• 1 colher de vinagre

• água

Procedimento
Prepare o mingau com o amido de milho e um copo de água. Misture bem e leve ao fogo até engrossar. Coloque o mingau ainda quente até a metade dos copinhos. Deixe o copo 1 aberto, em cima da pia do laboratório. Cubra o 2 com o filme plástico, vede-o, e deixe-o também sobre a pia. O 3 é completado com óleo e o 4, com vinagre.

O 5 é colocado na geladeira, sem cobertura. Observe com a turma em qual mingau apareceram as primeiras alterações. Depois de uma semana, peça a todos para descrever a aparência de cada copo e fazer desenhos coloridos, seguindo o que viram nos copinhos.

Explicação
A temperatura alta, usada no cozimento do mingau, matou os microorganismos. Já o calor que ultrapassa os 30 graus Celsius deixa o ambiente propício para a proliferação de micróbios, que se depositam no mingau deixado ao ar livre.

Observe o que acontece com cada copo de mingau.
Foto: Daniel Aratangy
1. É o que apresenta mais alteração, pois ficou na temperatura ambiente e sem proteção, exposto aos microorganismos. 2. Está menos estragado que o primeiro, porque o filme plástico impede que os micróbios se depositem sobre ele. 3. O óleo funciona como cobertura ou embalagem, impedindo qualquer contato com o ar e, por conseqüência, com os micróbios. 4. A acidez do vinagre impede o aparecimento de microorganismos (é o princípio de preparação de algumas conservas). 5. As baixas temperaturas são as que mais retardam o aparecimento de fungos, por isso a geladeira é o melhor lugar para conservar alimentos.

Para ir além
Peça pesquisas sobre técnicas antigas de conservação de alimentos como a salga e a defumação de carnes e as modernas, como a pasteurização, a esterilização, o congelamento, a desidratação e a radiação.
5. Mãos limpas?
Objetivo
Mostrar que mãos aparentemente limpas podem conter microorganismos.

Material

• 1 colher de fermento biológico diluído em um copo de água

• Água com açúcar em uma tigela

• 1 tubo de ensaio

• 1 funil

• 1 rolha para fechar o tubo de ensaio

• 1 chumaço de algodão

• Algumas gotas de azul de bromotimol

Procedimento
Peça para a turma lavar bem as mãos. Divida a classe em grupos de cinco. Um aluno joga o fermento biológico na mão direita e cumprimenta um colega com um aperto de mão. Esse cumprimenta outro e assim por diante.

O último lava as mãos na tigela com água e açúcar.

Com o funil, coloque um pouco dessa água no tubo de ensaio. Molhe o algodão no azul de bromotimol e coloque-o na boca do tubo de ensaio, sem encostar no líquido. Feche-o com a rolha e espere alguns dias.
O azul vira amarelo: ação dos fungos. Foto: Daniel Aratangy
O azul vira amarelo: ação dos fungos. 
Explicação
Dentro do tubo de ensaio, a água com açúcar fornece o alimento necessário para os microorganismos no caso, fungos se desenvolverem. Os fungos respiram e soltam gás carbônico, o que torna o ambiente do tubo ácido. Com isso, o azul de bromotimol, sensível à alteração de pH, muda sua cor para amarelo. Ressalte que medidas de higiene pessoal, feitas com regularidade, evitam uma série de doenças.



Quer saber mais?
Colégio Santa Cruz, Av. Arruda Botelho, 255, 05466-000, São Paulo, SP, tel. (011) 3024-5199

Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Loteamento Gaivotas 3, R. São Paulo, 53, 04849-308, São Paulo, SP, tel. (11) 5933-4973

Museu de Microbiologia do Instituto Butantan, Av. Vital Brazil, 1500, 05503-001, São Paulo, SP, tel. (11) 3726-7222


 
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/como-ensinar-microbiologia-426117.shtml

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Coloração de Gram




Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=30D1FUyTccU

Investigação de micro-organismos por meio de cultivo



Sensor de bactérias

Cientistas criam dispositivo que adere aos tecidos do corpo humano e detecta, em tempo real, a presença desses microrganismos. O aparelho, mais fino que um fio de cabelo, pode facilitar o diagnóstico de doenças e monitorar a contaminação em hospitais.
Por: Mariana Rocha

Sensor de bactérias   A colocação do sensor no dente permitirá a identificação imediata de bactérias na saliva e na respiração. (foto: Manu Manoor)  

Quem nunca tomou um antibiótico sem saber qual bactéria o deixou doente? Embora seja capaz de facilitar o surgimento de microrganismos resistentes, o uso indiscriminado desses remédios costuma ser justificado pela demora dos exames laboratoriais. Mas um estudo publicado na Nature Communications pode ajudar a combater o problema.
A pesquisa, feita por um grupo da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, deu origem a um dispositivo capaz de detectar em tempo real a presença de bactérias em tecidos como músculo e dente, além de equipamentos hospitalares. Mais fino que um fio de cabelo, o sensor é formado por diferentes materiais, que o tornam flexível.
A primeira camada do nanossensor é feita de grafeno, material composto por uma folha de carbono de apenas um átomo de espessura. O grafeno é colocado sobre uma camada de eletrodos de ouro e recebe proteínas antibacterianas capazes de se ligar a bactérias específicas. O conjunto é aplicado sobre um filme de seda.


Composição do nanossensor

O nanossensor é composto por grafeno, que é colocado sobre eletrodos de ouro e recebe proteínas antibacterianas. O dispositivo é aplicado sobre um filme de seda que adere à superfície do corpo. (ilustração: Nature Communications)

Para testar o dispositivo, os pesquisadores escolheram proteínas que se ligam a três diferentes tipos de bactéria: Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Helicobacter pylori. Quando uma delas entra em contato com o grafeno, a carga elétrica da membrana da bactéria é identificada pelos eletrodos que, imediatamente, transmitem a informação para um computador por meio de conexão sem fio.
De acordo com o estudo, testes feitos com a bactéria Escherichia coli comprovam que a presença de apenas uma célula bacteriana já altera a corrente elétrica, mostrando que mesmo infecções decorrentes de um pequeno número de bactérias podem ser diagnosticadas.

Tecnologia eficaz

O sucesso da nova técnica foi comprovado quando os cientistas aderiram o sensor a uma bolsa de administração intravenosa – as mesmas que são usadas em transplante sanguíneo ou administração de soro.
Durante meia hora, foram colocadas diferentes concentrações da bactéria Staphylococcus aureus sobre o dispositivo, e foi possível ver que, quanto maior a quantidade de bactérias, maior era a corrente elétrica detectada pelos eletrodos.
     
 Sensor de bactérias em bolsa de soro    Quando aderido a materiais hospitalares, o dispositivo pode detectar a presença de bactérias no local, evitando a infecção de pacientes. (foto: Manu Manoor)

Os pesquisadores ressaltam que algumas cepas dessa bactéria causam infecções resistentes a antibióticos e costumam ser encontradas somente em hospitais. Segundo eles, o uso do nanossensor em equipamentos hospitalares permitirá que os profissionais da saúde identifiquem e controlem a presença desses microrganismos.
O passo seguinte foi testar a eficiência do nanossensor em um tecido vivo. O dispositivo foi colocado sobre a superfície de um dente bovino – para simular sua aderência a um dente humano – e posicionado em frente à boca de um voluntário. Cada vez que ele respirava, era possível ver as alterações da corrente elétrica na tela do computador.
Os pesquisadores também aplicaram sobre o dispositivo uma pequena quantidade de saliva humana contendo Helicobacter pylori, bactéria que causa úlcera no intestino e câncer de estômago. Após 15 minutos, o sensor mostrou ser capaz de identificar a presença da bactéria na saliva. O estudo aponta que, caso o procedimento fosse feito em humanos, o diagnóstico seria rápido e indolor.

Pequeno e inofensivo

Além de identificar rapidamente a presença de bactérias, o nanossensor é muito mais maleável e menor que outros dispositivos similares. Segundo Manu Mannoor, coautor do estudo, a tecnologia é totalmente inofensiva. “O sensor não causa danos ao tecido e as propriedades do grafeno o tornam flexível e de fácil aderência.”
“É possível identificar outros microrganismos trocando o tipo de proteína antimicrobiana que se liga ao grafeno”
As três bactérias estudadas fazem parte da flora bacteriana normal e causam doença apenas quando há um desequilíbrio no organismo. Mannoor explica que a intenção do estudo foi descobrir se a tecnologia era funcional. “É possível identificar outros microrganismos trocando o tipo de proteína antimicrobiana que se liga ao grafeno.”
Apesar de usar eletrodos feitos de ouro, o pesquisador acrescenta que a produção do sensor é de baixo custo. “Após a criação desse protótipo, pretendemos diminuir ainda mais seu tamanho, além de fazer com que o dispositivo identifique exatamente que espécie está causando a infecção.”



Para maiores detalhes, favor acessar o endereço http://fisicamedica.if.ufg.br